Prefeito de Januária (MG), Maurílio Arruda fugiu de viatura da Polícia Federal (Assista ao vídeo)

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Ex-prefeito de Januária (MG) foi preso durante a operação Rua da Amargura. Ele desceu da viatura quando era levado para depor em Montes Claros. Imagens de segurança mostram Maurílio Arruda fugindo de viatura da Polícia Federal em Montes Claros.

Ele foi preso durante a operação Rua da Amargura, mas fugiu da viatura quando era levado para depor na delegacia da PF em Montes Claros.

As imagens mostram o momento em que Arruda aproveita o intenso trânsito da Avenida Deputado Esteves Rodrigues e sai da viatura correndo em direção ao Bairro Todos os Santos.

Em seguida, os agentes da PF que escoltavam Arruda na viatura saem correndo atrás dele. De acordo com a PF, o ex-prefeito pediu ajuda a um motociclista.

Segundo o delegado Marcelo Freitas, o motociclista procurou a “delegacia da PF e afirmou que foi abordado por Arruda, que gritava por socorro alegando que iriam mata-lo”.

O motociclista disse também à polícia que não conhece o ex-prefeito, mas afirmou que o deixou próximo à Unimontes. O advogado do ex-prefeito, Antônio Adenilson Rodrigues Veloso, afirmou que já entrou com um pedido de habeas corpus.

Entenda o caso

A operação Rua da Amargura, investiga a aplicação de mais de R$ 1 milhão em obras de pavimentação e drenagem de ruas e visa o combate ao desvio de recursos públicos.

Foram expedidos pela Justiça cinco mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Três ex-servidores da Prefeitura de Januária (MG) já foram detidos, além do ex-prefeito Maurilo Arruda, agora foragido; um ex-secretário de Educação também segue foragido.

De acordo com as investigações, laudos de engenharia atestaram a inexecução total de diversas obras de pavimentação, pagas com dinheiro público do município. Os envolvidos fraudavam processos licitatórios, direcionavam a contratação de obras, como pavimentação e drenagem de ruas, para uma empresa que também fazia parte do esquema criminoso.

O empresário, que firmou acordo de cooperação premiada com a PF e o MPMG, contou que grande parte dos recursos destinados às obras era desviados pelo grupo criminoso.

Acordo de colaboração

As investigações começaram em 2014, como um desdobramento da operação Sertão Veredas, realizada em maio de 2013, em MG, BA e ES. O foco era uma organização que atuava nos municípios de Januária e Itacarambi (MG) desviando recursos públicos de obras em diversas áreas. Na época, o prejuízo estimado era de R$ 5 milhões.

O acordo de colaboração feito com o empresário investigado no esquema criminoso ajudou a PF a identificar o grupo preso na operação Rua da Amargura.

Maurílio Arruda ainda foi alvo das operações Esopo, deflagrada em setembro de 2013, e Exterminadores do Futuro, que ocorreu em junho de 2014; ambas voltadas para o combate de desvios de verbas públicas e fraudes em licitação.

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